quarta-feira, 21 de novembro de 2007

"pensamento do dia"


Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo.
Ele fugia com medo da feroz predadora, mas a cobra não desistia.

Um dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse à cobra:
- Posso fazer três perguntas?

- Podes. Não costumo abrir esse precedente, mas já que te vou comer,podes perguntar.
- Pertenço à tua cadeia alimentar?
- Não.
- Fiz-te alguma coisa?
- Não.
- Então porque é que me queres comer?
- PORQUE NÃO SUPORTO VER-TE BRILHAR !!!

E é assim....Diariamente, tropeçamos em cobras!

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Rumores Mais Credíveis do que Factos

Um estudo realizado no instituto Max Planck por professores alemães e austríacos, provou aquele que é o maior pesadelo de relações públicas de uma empresa: as pessoas dão mais credibilidade a rumores do que a factos verídicos!

Basicamente o que este estudo demonstra é que as pessoas tendem a dar mais “credibilidade” aos rumores do que aos factos consumados. Esta situação coloca as empresas numa situação delicada em termos de controlo da sua reputação já que não parece que o simples facto de contrabalançar os rumores com informação verídica seja suficiente para convencer os clientes.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Para os HOMENS:

Sexo é BOM no primeiro encontro...
... porque mostra que a mulher controla a sua própria sexualidade
... porque prova que há química entre o casal
... porque a mulher demonstra saber o que quer
... porque a mulher evidencia não se curvar perante falsos moralismos.

Sexo é MAU no primeiro encontro...
... porque mostra que a mulher vai para a cama com todos
... porque demonstra que aquela não é uma mulher para casar
... porque o sedutor / conquistador é o homem.

sábado, 13 de outubro de 2007

Nisto eu acredito...

"Nunca devemos amar em silêncio...Um amor feliz precisa do turbilhão das palavras, das frases aparentemente inúteis e sem sentido, precisa de adjectivos, de elogios, do ruído das banalidades.(...)"

"(...) Sabes, quem não acredita em Deus, acredita nestas coisas, que tem como evidentes. Acredita na eternidade das pedras e não na dos sentimentos; acredita na integridade da água, do vento, das estrelas. Eu acredito na continuidade das coisas que amamos, acredito que para sempre ouviremos o som da água no rio onde tantas vezes mergulhámos a cara, para sempre passaremos pela sombra da árvore onde tantas vezes parámos, para sempre seremos a brisa que entra e passeia pela casa, para sempre deslizaremos através do silêncio das noites quietas em que tantas vezes olhámos o céu e interrogámos o seu sentido. Nisto eu acredito: na veemência destas coisas sem princípio nem fim, na verdade dos sentimentos nunca traídos."

Miguel Sousa Tavares,in
“Não te deixarei morrer, David Crockett”,
Oficina do Livro, 2001.

O primeiro dia

O que o acordou foi o silêncio. Primeiro, o do despertador que não tocou à hora combinada todas as manhãs. Depois, o de outra respiração, que devia ouvir e não ouvia. Estendeu a mão para o quente do outro lado da cama e encontrou o frio. Apalpou e encontrou vazio. Então, sim, despertou completamente.

Um prenúncio de tragédia desceu por ele abaixo, como um arrepio. O que acabara de se lembrar era que não acordara só por acaso ou por acidente: aquele era o primeiro dia, a primeira manhã da sua separação — o primeiro de quantos dias? — em que acordaria sempre sozinho, com metade da cama fria, metade do ar por respirar.

Era Abril, sábado e chovia. Sentado na cama, lembrou-se das instruções que dera a si mesmo para aquela manhã: fazer peito forte à desgraça. Nada é inteiramente bom, mas nada é inteiramente mau - pensou. Posso ler à noite até me apetecer sem me mandarem apagar a luz, posso dormir atravessado na cama, posso-me livrar daquele rol de cobertores com o qual ela me esmagava, fizesse sol, chuva ou frio, porque as mulheres são mais friorentas que eu sei lá, posso usar a casa-de-banho todo o tempo que quiser, posso espalhar as roupas, os jornais e os papéis pelo quarto à vontade e até - oh, suprema liberdade — posso fumar à noite na cama.

Levantou-se para se olhar ao espelho da casa-de-banho. Sorriu à sua própria imagem, ensaiou-a calma, tranquila, confiante. Imaginou mentalmente o texto que poderia redigir sobre si mesmo para a secção de anúncios pessoais do jornal: “Divorciado, 40 anos, bom aspecto, licenciado, rendimento médio-alto, casa própria e espaçosa, desportos, ar livre, terno e com sentido de humor”. Mulheres compatíveis? Deus do céu, dezenas delas! Sou um partidão — concluiu para o espelho.

Calmo, tranquilo e confiante, passou aos outros aposentos da casa para dar uma vista de olhos ao resultado da partilha dos móveis, aliás feita sem grandes problemas, como é próprio de gente civilizada. Por alto, entre o living, o hall, o escritório, a cozinha, o quarto de casal e as duas casas-de-banho, estimou nuns setecentos contos o preço da reposição das coisas em falta. Mais metade dos livros e dos CD's, quase todas as fotografias dos últimos dez anos das suas vidas e algumas outras coisas cujo verdadeiro valor era o vazio que encontrava se olhasse para o lugar onde elas costumavam estar.

“Até agora vou-me aguentando”, considerou ele. Entre perdas e danos e a certeza adquirida de que nada dura para sempre, restavam-lhe várias razões e objectos e sentimentos para olhar em frente sem um sobressalto.

Enquanto fazia, com um prazer insuspeitado, o seu primeiro pequeno-almoço de homem só, passou à fase seguinte do que chamara o “plano de sobrevivência”: desfolhar a agenda de telefones em busca de amigos igualmente sós com quem fazer “programas de homens” ou de antigas namoradas, que se tinham separado ultimamente ou outras que achava acessíveis mas que nunca tivera a coragem e a oportunidade de aproximar. A primeira desilusão foi com os amigos: de A a Z, realizou que só tinha dois amigos sem mulher e, para agravar as coisas, com nenhum deles lhe apetecia sair e entrar numa de “anda daí e mostra-me lá como é o mundo lá fora”. Quanto às mulheres que julgava sortables, sempre eram cinco, mas o resultado foi quase patético. Duas já não moravam naqueles telefones, outra tinha-se casado entretanto, e o marido estava ao lado a ouvir a conversa, o que o deixou completamente idiota a inventar pretextos absurdos para o telefonema. Do número da quarta atendeu uma criancinha e ele desligou e foi só na última da lista que finalmente teve sorte: sim, a Joana morava ali, era ela própria ao telefone. Não, não estava casada nem, pelo que, esforçadamente, percebeu, tinha namorado. Sim, ok, por que não irem jantar logo, para falar do projecto que ele tinha e onde ela poderia caber. “Ah, a tua mulher não vem? Separados? Não, não sabia. Recente? Pois, essas coisas são tão chatas, mas ainda bem que reages e tens projectos novos e tudo! Ok, às oito e meia vens-me buscar”. Ele teria desligado quase em êxtase, não fosse a frase final dela, à despedida, que o deixou verdadeiramente abalado. “Olha, vais-me achar uma grande diferença. A idade não perdoa a ninguém, não é?”

Enfim, sempre era um date. O primeiro, certamente, de uma longa lista. O que interessa se for um flop — achas que ias encontrar uma mulher super logo ao virar da esquina? É preciso é entrar no circuito, pá, começar a sair, a ser visto, fazer com que as pessoas saibam que estás disponível. O resto vem por arrasto.

Passeou-se pela casa, pensativo, fumando o primeiro cigarro do dia. De repente lembrou-se que ainda não tinha visto o quarto do filho. A cama e a escrivaninha tinham ido, assim como praticamente todos os brinquedos. Sobrava um boneco de peluche, três ou quatro carrinhos semi-partidos, uns legos e um quadro para fazer desenhos, com os respectivos marcadores, pousados, à espera de uma mão de criança. A mesa-de-cabeceira ficara e parecia absurda no meio do quarto, sem a cama nem os outros móveis, com um retrato dele e do filho numa praia do Algarve, sorrindo, abraçados um ao outro. Sem saber porquê, sentou-se no chão encostado à parede, muito devagar, a olhar para a fotografia. Duas grossas lágrimas escorregaram-lhe pela cara abaixo e caíram na madeira do chão, entre as pernas. Foi só então que ele percebeu que estava a chorar.

Miguel Sousa Tavares,
in “Não te deixarei morrer, David Crockett”,
Oficina do Livro, 2001.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Teoria da constipação strikes again

O tabuleiro de xadrez é o mundo; as peças são os fenómenos do Universo; as regras do jogo são aquilo a que chamamos as leis da Natureza. O jogador do outro lado do tabuleiro está escondido de nós. Sabemos que a sua jogada é sempre honesta, justa e paciente. Mas também sabemos, à nossa custa, que ele nunca ignora um erro nem tem a mais pequena tolerância com a ignorância.
Thomas Henry Huxley

domingo, 30 de setembro de 2007

Nike: Caixa Estádio


Esta “guerrilha” não se trata de uma verdadeira guerrilha mas o método é similar - da Nike procurou levar as emoções de um estádio cheio aos compradores do seu calçado desportivo, colocando um estádio dentro das suas caixas onde eram incluídos chips sonoros com as emoções “reais” de um estádio em dia de clássico.
Agência: Publicis, Singapura

sábado, 29 de setembro de 2007

Perfil do Idiota

O idiota é geralmente competente, moralmente irrepreensível e socialmente necessário. Faz o que tem a fazer sem dúvidas ou hesitações, respeita as hierarquias, toma sempre o partido do bem e acredita religiosamente nas grandes ficções sociais.

A incapacidade de relacionar as coisas, as ideias e as sensações transforma-a ele em força, e como lhe escapam as causas e os fins do que lhe mandaram fazer, fá-lo com prontidão e limpeza, sem introspecções inúteis. Do mesmo modo, como vê no destino o único regulador da vida, acha que se uns dão ordens e outros obedecem é porque todos cumprem misteriosas injunções da providência, as quais é não só inútil, mas criminoso sondar.
Ernesto Sampaio,(Publicado no Diário de Lisboa, de 12/6/87)in Ideias Lebres, ed, Fenda, 1999

Teoria da Conspiração

Se a maternidade é assim tão dura, por que é que temos dela uma visão tão cor-de-rosa? "A crença de que os filhos são uma fonte de felicidade torna-se parte do nosso senso comum cultural porque a crença oposta desfaria o tecido de qualquer sociedade", explica Daniel Gilbert. Ou seja, mães deste mundo, esqueçam o Dan Brown: estamos perante a derradeira teoria da conspiração. "Mesmo que acreditemos que estamos a criar filhos e a ganhar salários para aumentar o nosso quinhão de felicidade, estamos realmente a fazer essas coisas por razões que estão para lá do nosso alcance. Somos elos numa rede social que nasce e morre segundo uma lógica própria, e é por isso que continuamos a trabalhar, a acasalar e a ficar surpreendidos quando não experimentamos toda a alegria que ingenuamente esperávamos sentir."